Associação Pró-Brejaru luta para concluir nova sede

Foto: Marcelo Bittencourt
Texto: Lilian Matos
Localizada no bairro mais carente de Palhoça, a Associação Pro-Brejaru hoje é um centro de referência em assistência social e projetos educativos para a comunidade local. E como as demandas são inúmeras, já faz tempo que a ONG percebe a necessidade de ampliar o seu espaço. Depois de enfrentar quase 10 anos de impasse para que o terreno da construção fosse definido, no início deste ano o projeto começou a sair do papel. Agora, a luta da Associação, que sobrevive de doações e parcerias com o setor privado, é para concluir a sua nova sede o mais rápido possível.
“Desde aquela época (2004), nós estávamos lutando para conseguir um terreno aqui. Mas como desde aquela época, aqui não existe mais nenhum terreno que seja área institucional desocupada, porque o Frei Damiao é da Cohab (Companhia de Habitação do Estado), então não tem documentação, não tem nada. Aí, lutando o tempo todo a gente não conseguiu o terreno. Nós estávamos pensando até em ir para a Guarda, porque tinha uma pessoa que ia arrumar um terreno para a gente lá. Mas um dos nossos parceiros disse: ‘Não, vocês precisam ficar aqui, porque aqui precisa e todo mundo já conhece vocês. E aí ele comprou o terreno para nós. Então, o terreno, na verdade, é uma área particular. Do lado de lá é a comunidade, e do lado de cá, é área particular. A gente começou este ano a nossa construção”, explica Laura Maria dos Santos, que está à frente da associação desde a sua criação.
Aos poucos, as bases de sustentação do novo endereço na Paschoal Mazilli vão dando forma ao ambicioso projeto, que terá dois andares, cerca de 1,5 mil metros quadrados e pretende atender cerca de 300 crianças e adolescentes. “No interior, tem uma área coberta para abrigar as crianças em dias de chuva, tem secretaria, sala de atendimento à família, banheiros, sala de apoio pedagógico, refeitório, cozinha, lavanderia e dispensa. No piso superior, tem salão para aproximadamente 300 pessoas, caso queiram fazer uma festa, cozinha montada, sala de apoio, banheiros, sala de informática, biblioteca e sala de artes. Posteriormente, planejamos fazer ainda uma quadra coberta atrás para atividades esportivas e para poder conjugar tudo em um ambiente só. Podemos atender mais e com mais qualidade”, explica. “Ela é uma sede ousada, grande, porque nós pensamos grande, nós pensamos no futuro. Não adianta a gente construir uma sala e deixar tudo amontoado. Então, como a tendência é crescer e a demanda também aumentar, a gente já pensou em fazer uma coisa que atenda a necessidade da comunidade. E nem é tão grande, pela demanda que nós temos aqui. Porque por exemplo, aqui não tem um salão para fazer uma formatura, tem duas escolas e não tem nenhum salão. As famílias têm que se deslocar ou para a Pedra Branca, ou para o Centro de Palhoça. Não tem um salão para eles fazerem um aniversário de 15 anos ou um batizado. Então, a nossa sede vai ter tudo isso, vai ter um salão. Ela já foi projetada de tal forma que a comunidade possa usar o espaço separadamente da instituição”, detalha.
Os desafios de uma obra dessa dimensão são inúmeros. Desde o começo da construção, materiais já foram furtados e cada tijolo depende da boa vontade dos apoiadores, que tem sido grande. De acordo com Laura, as doações estão garantidas até a base do prédio, mas eles ainda precisam de ajuda e mais doações, que podem ser em dinheiro ou materiais de construção. “Nós já estamos buscando apoio para a próxima etapa, que é levantar os tijolos e rebocar. Os tijolos também nós vamos ganhar. Nós estamos querendo fazer uma campanha de material hidráulico, elétrico, cimento e argamassa. Para não parar, porque terminando essa superestrutura eles vão botar outra laje aqui em cima, vão botar o telhado, aí eles podem até trabalhar dia de chuva porque está coberto”, diz a coordenadora.
A ONG ficou conhecida nacionalmente em 2012, depois que foi premiada pelo Criança Esperança, da Rede Globo. Hoje, ela atende crianças e adolescentes de 6 a 17 anos e funciona como um complemento à educação escolar – eles ficam parte na escola e parte lá. “Nós estamos com inclusão digital, informática, apoio pedagógico, atletismo (em parceria com a Prefeitura), atividades recreativas, projeto de contação de histórias, projeto de artesanato com reciclado”, lista.
Caso o leitor tenha interesse em conhecer mais a fundo o projeto desenvolvido pela Associação Pro-Brejaru e fazer doações para a nova sede, é só entrar em contato com a coordenadora Laura pelo telefone 3242-0643 ou pela página no Facebook Associação Pro-Brejaru.