Certificação de Responsabilidade Social

Após a indicação para Certificação, a Associação Pró-Brejaru participou do processo de seleção para premiação do “Troféu Responsabilidade Social”-Destaque SC-Edição 2015. Nas análises efetuadas a comissão percebeu o investimento socioambiental e em diferentes temas, bem como o comprometimento da Entidade com valores e princípios éticos. Sendo assim, a Entidade concorreu com as demais indicadas para Certificação, sendo considerada a vencedora, na Categoria Entidades com Fins Não econômicos, motivo pelo qual foi agraciada com o Troféu Responsabilidade Social-Destaque SC.
Essa premiação que honrosamente recebemos pelo nosso trabalho, nos faz pensar que vale a pena enfrentar barreiras, e superar obstáculos para contribuir com uma sociedade mais justa e com mais equidade.
Palavras da Presidente

Associação Pró-Brejaru luta para concluir nova sede

Foto: Marcelo Bittencourt
Texto: Lilian Matos
Localizada no bairro mais carente de Palhoça, a Associação Pro-Brejaru hoje é um centro de referência em assistência social e projetos educativos para a comunidade local. E como as demandas são inúmeras, já faz tempo que a ONG percebe a necessidade de ampliar o seu espaço. Depois de enfrentar quase 10 anos de impasse para que o terreno da construção fosse definido, no início deste ano o projeto começou a sair do papel. Agora, a luta da Associação, que sobrevive de doações e parcerias com o setor privado, é para concluir a sua nova sede o mais rápido possível.
“Desde aquela época (2004), nós estávamos lutando para conseguir um terreno aqui. Mas como desde aquela época, aqui não existe mais nenhum terreno que seja área institucional desocupada, porque o Frei Damiao é da Cohab (Companhia de Habitação do Estado), então não tem documentação, não tem nada. Aí, lutando o tempo todo a gente não conseguiu o terreno. Nós estávamos pensando até em ir para a Guarda, porque tinha uma pessoa que ia arrumar um terreno para a gente lá. Mas um dos nossos parceiros disse: ‘Não, vocês precisam ficar aqui, porque aqui precisa e todo mundo já conhece vocês. E aí ele comprou o terreno para nós. Então, o terreno, na verdade, é uma área particular. Do lado de lá é a comunidade, e do lado de cá, é área particular. A gente começou este ano a nossa construção”, explica Laura Maria dos Santos, que está à frente da associação desde a sua criação.
Aos poucos, as bases de sustentação do novo endereço na Paschoal Mazilli vão dando forma ao ambicioso projeto, que terá dois andares, cerca de 1,5 mil metros quadrados e pretende atender cerca de 300 crianças e adolescentes. “No interior, tem uma área coberta para abrigar as crianças em dias de chuva, tem secretaria, sala de atendimento à família, banheiros, sala de apoio pedagógico, refeitório, cozinha, lavanderia e dispensa. No piso superior, tem salão para aproximadamente 300 pessoas, caso queiram fazer uma festa, cozinha montada, sala de apoio, banheiros, sala de informática, biblioteca e sala de artes. Posteriormente, planejamos fazer ainda uma quadra coberta atrás para atividades esportivas e para poder conjugar tudo em um ambiente só. Podemos atender mais e com mais qualidade”, explica. “Ela é uma sede ousada, grande, porque nós pensamos grande, nós pensamos no futuro. Não adianta a gente construir uma sala e deixar tudo amontoado. Então, como a tendência é crescer e a demanda também aumentar, a gente já pensou em fazer uma coisa que atenda a necessidade da comunidade. E nem é tão grande, pela demanda que nós temos aqui. Porque por exemplo, aqui não tem um salão para fazer uma formatura, tem duas escolas e não tem nenhum salão. As famílias têm que se deslocar ou para a Pedra Branca, ou para o Centro de Palhoça. Não tem um salão para eles fazerem um aniversário de 15 anos ou um batizado. Então, a nossa sede vai ter tudo isso, vai ter um salão. Ela já foi projetada de tal forma que a comunidade possa usar o espaço separadamente da instituição”, detalha.
Os desafios de uma obra dessa dimensão são inúmeros. Desde o começo da construção, materiais já foram furtados e cada tijolo depende da boa vontade dos apoiadores, que tem sido grande. De acordo com Laura, as doações estão garantidas até a base do prédio, mas eles ainda precisam de ajuda e mais doações, que podem ser em dinheiro ou materiais de construção. “Nós já estamos buscando apoio para a próxima etapa, que é levantar os tijolos e rebocar. Os tijolos também nós vamos ganhar. Nós estamos querendo fazer uma campanha de material hidráulico, elétrico, cimento e argamassa. Para não parar, porque terminando essa superestrutura eles vão botar outra laje aqui em cima, vão botar o telhado, aí eles podem até trabalhar dia de chuva porque está coberto”, diz a coordenadora.
A ONG ficou conhecida nacionalmente em 2012, depois que foi premiada pelo Criança Esperança, da Rede Globo. Hoje, ela atende crianças e adolescentes de 6 a 17 anos e funciona como um complemento à educação escolar – eles ficam parte na escola e parte lá. “Nós estamos com inclusão digital, informática, apoio pedagógico, atletismo (em parceria com a Prefeitura), atividades recreativas, projeto de contação de histórias, projeto de artesanato com reciclado”, lista.
Caso o leitor tenha interesse em conhecer mais a fundo o projeto desenvolvido pela Associação Pro-Brejaru e fazer doações para a nova sede, é só entrar em contato com a coordenadora Laura pelo telefone 3242-0643 ou pela página no Facebook Associação Pro-Brejaru.

Um Olhar de Adolescente

Texto: Ana Paula Flores
Com o objetivo de estimular o protagonismo juvenil, foi criado pela Associação Pró-Brejaru o projeto “Um olhar de adolescente”. Por meio dele, jovens moradores de 12 a 17 anos fizeram uma verdadeira expedição no território e entrevistaram 100 pessoas da comunidade em busca de respostas sobre cidadania, saneamento básico, saúde, entre outros temas.
A pesquisa buscava detectar as potencialidades e fragilidades da região do Frei Damião. Para isso, o grupo de 15 alunos teve, ao longo de três meses, aulas bissemanais sobre cidadania, direitos e deveres, identidade e conhecimento de si mesmo. Em seguida, os jovens elaboraram um questionário e saíram a campo com pranchetas, câmera fotográfica e de vídeo para registrar as entrevistas.
A jovem Denize Nayara Alves de Mello, de 15 anos, afirma que 80% dos entrevistados não sabia responder a primeira pergunta: “O que é cidadania?”. Nesse caso, cabia aos adolescentes fornecer uma explicação aos moradores, com base nos encontros realizados na sede da associação, com a educadora social Priscila Rodrigues. Ela explica que foram discutidos diversos conceitos em sala antes de o grupo sair para as ruas: “Trabalhamos a questão da identidade, dos valores e princípios para que eles possam transformar a realidade social em que vivem e também olhar a comunidade de uma forma positiva, não só os defeitos”.
Na conclusão do projeto, em dezembro, o grupo elaborou uma lista com as principais reivindicações constatadas nas entrevistas. De acordo com a jovem Tatiane Cortez Florenciano, de 12 anos, a lista inclui melhorias na coleta de lixo e saneamento básico, que ainda não existe em todas as ruas, a pintura de faixa de pedestre na ponte próxima ao colégio e a criação de espaços de lazer e esporte (como praça, quadra de vôlei e futebol).
O relatório final, juntamente com as filmagens, já foi apresentado na Câmara de Vereadores e no Fórum Social Permanente do Brejaru e Frei Damião. O projeto foi executado com recursos do Fundo da Infância, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Foram repassados à associação cerca de R$ 13 mil, usados na compra de equipamentos, materiais, edição e gravação do DVD, despesas com pessoal, entre outros.
Para a coordenadora-geral do núcleo gestor da instituição, Laura Maria dos Santos, o grupo pode fazer a diferença na comunidade: “Alguns jovens gostam de denegrir a imagem do bairro, mas é preciso ter orgulho e fazer algo para mudar”. Para 2015, ela prevê a ampliação do projeto. “Queremos dar continuidade, com um curso multimídia para os jovens que permita a criação de um blog da associação e de um jornal comunitário”, finaliza.

Projeto Construindo o Futuro

A Associação Pró-Brejaru, localizada no Bairro Brejaru em Palhoça, é uma Organização da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, de caráter educativo, Beneficente e de Assistência Social- CEBAS- nº 71.0000987-14/2013-11, há 12 anos atuando, diariamente, com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Está construindo a sua sede própria e gostaria de poder contar com a sua generosidade . Aceitamos ajuda tanto em dinheiro quanto em materiais. Nesta fase iremos precisar de:
400 sacas de cimento
14 forras de angelin 90X2,10X16cm
11 forras de angelin de 80X 2,10X16cm
0 3 forras de angelin de 60X 2,10X16cm
0 2 forras de angelin de 1,60 X 2,10X16cm
20 carradas de argamassa para reboco.
Doações em dinheiro : C/C nº 116.481-3
Agência: : 5449-6 Banco do Brasil
Doe a quantidade que puder. Sua doação será muito importante para continuarmos este trabalho.